Prefiro cubrir minha cabeça!
não quero ver e nem ouvir
será justo minha vegetação?
vazio e sem resposta.
Sei que você não notaria.
Até me acostumei a ser
"O invisivel"
Acho que se me trancasse
em uma floresta quadrada
alguns animais reparariam em mim.
Sileciosamente sinto a
vibração dos teus gritos apavorante
de socorro,
pena que essa vibração tranparece
e estampa o nome de outro.
Em minhas noites escrevo
com você nos pensamentos
com a admiração no olhar
e com amor na ponta dos dedos.
E por isso pergunto:
Final feliz?
Os dedos dizem não.
A caneta diz sim.
Que confusão.
Pelo sim e pelo não
passei a vida toda chorando
em um colchão que ficou velho
de tanto molha-lo.
Minhas lagrimas iam criando raizes.
Raizes que no futuro me daria o resultado.
Fui fraco!
Covarde!
Cheguei a cobrir minha cabeça com papel
mais a chuva com suas gotas de pureza
rasgou esse papel
me fazendo ver o que eu
não queria.
Em seu casamento
passei a ser visivel
pois na saida minhas lagrimas
caiam lentamente ao observar
de um horizonte tão perto
seu sorriso me olhando
e falando que fui seu melhor
amigo.
Pelo certo ou errado
nunca saberei
mais a certeza é de que
esperarei a morte dela
para que eu posso ter uma
nova chance de dizer...
Não te amo mais
como ontem.
Mais é menos forte
do que sentirei amanha.
Eu faleci dia 30 de fevereiro de 2010
e ela continua viva.

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